O Tottenham Hotspur, clube da primeira divisão do futebol inglês, firmou uma parceria estratégica com a Hewlett Packard Enterprise (HPE) para uma profunda modernização da infraestrutura tecnológica de seu estádio em Londres. O projeto visa unificar e automatizar a base que sustenta desde a entrada sem bilhetes e pagamentos digitais até a conectividade para dezenas de milhares de torcedores.

A iniciativa vai muito além de uma simples atualização de equipamentos. A leitura aqui é que o movimento sinaliza uma mudança na forma como grandes espaços físicos são operados, tratando o estádio como uma plataforma de tecnologia unificada e inteligente. A aposta é em um modelo de operações guiadas por IA e infraestrutura como serviço, mesmo em um ambiente tradicionalmente físico.

Uma arquitetura unificada

O pilar do projeto é a simplificação. Atualmente distribuída em oito locais, toda a infraestrutura de computação, armazenamento e nuvem do estádio será consolidada em apenas dois ambientes centrais. A operação será baseada na plataforma HPE GreenLake, que oferece ao clube uma visão unificada e um modelo de consumo de nuvem híbrida, permitindo flexibilidade de custos.

Para a gestão, softwares como HPE Morpheus e OpsRamp utilizarão inteligência artificial para automatizar a administração, identificar problemas de forma antecipada e atuar na resolução de falhas. O objetivo é claro: reduzir a necessidade de intervenção manual da equipe de TI, liberando-a para focar nas operações do estádio durante os eventos, que incluem de partidas de futebol a jogos da NFL e shows.

Conectividade e automação na ponta

A conectividade também será totalmente redesenhada. A HPE implementará uma arquitetura única que integra redes de data center, campus e borda, gerenciada pelo HPE Aruba Central. A plataforma usará IA para analisar continuamente a experiência dos usuários e o desempenho da rede, migrando de um modelo reativo para uma operação proativa e automatizada.

Um dos destaques é a instalação de Wi-Fi 7 em áreas externas, tecnologia escolhida para suportar a altíssima densidade de conexões simultâneas. A segurança será endereçada com uma abordagem de confiança zero (zero-trust), controlando o acesso de cada usuário e dispositivo. O projeto ainda inclui um componente de sustentabilidade: equipamentos antigos serão recomprados pela HPE para serem recondicionados e revendidos.

A iniciativa posiciona o Tottenham Hotspur Stadium menos como um prédio e mais como uma plataforma de tecnologia dinâmica, um possível modelo para como grandes arenas irão operar em um mundo cada vez mais conectado e automatizado.

Com reportagem de Brazil Valley

Source · TIInside