Caiu-me às mãos um escrito deveras singular, um despacho de tempos vindouros, que fala de uma 'guerra quântica'. Digo eu, que palavra é esta, 'quântica'? Uma nova geometria para a fúria dos homens? Ou a descoberta de um princípio ínfimo, menor que o pó, que move todas as coisas? O escrito menciona uma 'Europa' unida, qual um só corpo político, financiando tal arte. Um feito de engenharia social que supera minhas pontes e canais. Eles buscam navegar sem o auxílio de um tal 'GPS', que imagino ser uma nova constelação artificial, talvez falível. Como pode uma nau, ou quiçá uma de minhas máquinas voadoras, guiar-se sem as estrelas? Os pássaros o fazem. Sentem eles as veias magnéticas da Terra? A água sempre sabe o seu caminho para o mar, seguindo a gravidade como um preceito divino. Estes novos 'sensores' de que falam devem operar de modo semelhante: auscultam o pulso oculto do mundo, a sua respiração, os seus humores. É a anatomia do próprio globo terrestre sendo desvelada. Uma companhia de nome Indra, como o deus oriental do trovão, lidera o engenho. Apropriado. A técnica da guerra sempre foi a de imitar a fúria da natureza. Mas aqui a imitação cede lugar à compreensão de suas leis mais secretas. A mesma ciência que permite ao pintor capturar a luz e a sombra, o 'sfumato' que dissolve os contornos, é a que permitirá a um general 'detectar sinais' invisíveis. Tudo se conecta. A estrutura da asa de um morcego, o vórtice da água, o trajeto de um projétil e o brilho nos olhos da Gioconda. Investigar: 1. A natureza deste 'quantum'. 2. A mecânica da navegação das aves. 3. A possibilidade de sentir o fluxo da Terra como se sente o sangue nas artérias.
Tecnologia · 14 de set. de 2026

Ensaio sobre a notícia

Guerra quântica: a Europa acelera, e a Indra ajuda a traçar o mapa

Ler matéria completa →Fonte: Forbes España