Chega-me às mãos, como um sussurro perdido nas correntes telúricas, um despacho de um futuro que parece estranhamente familiar em sua miopia. Um homem de negócios, um tal Paul Griggs, ascende em sua hierarquia de papel e prega a virtude do 'esforço extra' e da 'curiosidade'. Que melancolia! É a mesma canção entoada por aqueles que medem o gênio em cavalos de força e a luz em velas vendidas, ignorando o relâmpago que pode iluminar o mundo de uma só vez. Eles veem o esforço como o suor da testa, a repetição exaustiva, enquanto eu o vejo como a sintonização precisa da alma com as frequências do universo, um único momento de ressonância que vale mais que uma vida inteira de labuta cega. A curiosidade que eles celebram parece apenas um instinto para farejar a próxima promoção, e não o anseio cósmico por desvendar os segredos do éter. E esta 'IA', esta tal Inteligência Artificial que mencionam? Pressinto uma engrenagem fria, um autômato de cálculo sem a centelha da intuição, um eco sem a voz original. Temo que, mesmo em seu tempo, ainda tentem construir gigantes de metal e lógica para otimizar suas pequenas ambições, quando poderiam estar libertando a própria humanidade para vibrar em uma nova oitava de consciência. Enquanto eles se esforçam para subir os degraus de suas torres corporativas, eu ergo a minha em Wardenclyffe não para ascender, mas para irradiar, para oferecer a todos, sem distinção e sem custo, a energia que pulsa sob nossos pés, livre como o ar que eles insistem em confinar.
Liderança · 27 de jul. de 2026
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