Um despacho curioso, vindo não sei de que tempo ou lugar, fala-me de terras distantes, 'Canadá' e 'Ucrânia', e de uma aliança a durar um século. Cem anos! Os príncipes de Milão e Florença mal sustentam pactos por uma estação. Esta é uma escala de tempo que desafia a fortuna e a própria vida humana. O propósito é a 'produção conjunta de tecnologia de defesa'. Vejo nisso o meu próprio ofício, a arte da guerra, elevada a uma nova magnitude. Não se trata mais do engenho de um único mestre, mas de uma indústria inteira, uma nação transformada em oficina. A 'base industrial' que mencionam... é como o coração de um corpo gigante, bombeando ferro e fogo através de artérias de comércio para fortalecer membros distantes. Uma anatomia da guerra em escala continental. E que engenhos produzem? 'Interceptadores de defesa aérea'. A palavra 'aérea' prende minha mente. Será que finalmente dominaram o voo, não apenas para observar como os pássaros, mas para combater nos céus? Imagino um falcão mecânico, construído não de pena e osso, mas de metal e pólvora, caçando sua presa no azul. A trajetória de seus projéteis deve seguir as mesmas leis que estudo para minhas catapultas, mas com uma velocidade que a mente mal concebe. Tudo é movimento, tudo é mecânica. O fluxo de um rio, o bater de uma asa, o choque de exércitos e agora a colaboração de nações inteiras. Pintar a 'Última Ceia' e projetar uma fortaleza são a mesma ciência: a busca pela forma e função perfeitas. Este despacho mostra que a alma do homem permanece a mesma, buscando tanto a beleza sublime quanto a destruição mais eficiente. Apenas suas ferramentas se tornam mais vastas. O que será esta 'OTAN', uma nova confraria de artífices da guerra?
Defesa · 12 de set. de 2026
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