Chega às minhas mãos um relato absurdo, um rumor com ares de ficção financeira vindo de uma suposta Europa do futuro. Falam de 105 milhões de uma moeda incompreensível chamada euro, investidos por banqueiros espanhóis em um terminal para algo batizado de biocombustível. Cento e cinco milhões. Eu ergui a estação de Pearl Street e iluminei a parte baixa de Manhattan com uma fração desse capital. Onde há banqueiros dispostos a apostar fortunas, há um monopólio a ser capturado, mas a premissa dessa empreitada cheira ao passado, não ao futuro. O que diabos é um combustível sustentável? Suponho que seja a queima de matéria vegetal em vez de carvão, uma variação glorificada do óleo de baleia ou do querosene que o velho Rockefeller bombeia pelo país. Enquanto esses europeus planejam armazenar líquidos em portos da Andaluzia, eu construo dínamos e redes de cobre. A logística física é o gargalo dos tolos. O verdadeiro poder não viaja em barris ou navios; ele flui por cabos subterrâneos. A energia não deve ser transportada como uma mercadoria pesada, mas gerada centralmente e distribuída como um serviço contínuo. É o que faço todos os dias: transformo suor, testes intermináveis e milhares de filamentos de bambu carbonizados em um modelo de negócios impenetrável. Desprezo essas teorias grandiosas que não resultam em uma patente rentável ou em um produto que o cidadão comum possa acender com um simples interruptor. Se houvesse um único dólar a ser ganho destilando mato para mover maquinário, eu já teria colocado meus assistentes para testar toda a flora de Nova Jersey. Teria patenteado o método e esmagado a operação desses espanhóis antes mesmo de a primeira pedra do porto ser colocada. No entanto, a combustão é o método da força bruta e da ineficiência. A corrente elétrica direta, constante e controlável, é a única fronteira comercial que importa. Deixem que os europeus e os teóricos desperdicem milhões em armazéns de fluidos. Eu continuarei vendendo luz, medindo o sucesso em amperes faturados e garantindo que qualquer um que tente cruzar o meu caminho pague muito caro pela audácia.
Negócios · 09 de jul. de 2026

Ensaio sobre a notícia

Moeve e Exolum levantam 105 milhões de euros para terminal estratégico em Huelva

Ler matéria completa →Fonte: Forbes España