Recebi um despacho curioso, supostamente do futuro, que trata do financiamento público de grandes arenas para jogos. A premissa de que o erário deva custear locais de mero entretenimento me soa, de início, como um despropósito monumental. Em Menlo Park, cada dólar e cada hora de trabalho são medidos por uma régua implacável: a utilidade prática e o retorno comercial. Nós não vendemos promessas etéreas de 'benefícios' para a comunidade; nós entregamos luz, energia e som gravado. O valor de um dínamo não está no discurso que o anuncia, mas na sua capacidade de mover as máquinas de uma fábrica. O mérito do fonógrafo não é uma teoria, mas o fato de que ele funciona e as pessoas pagam para ouvi-lo. O documento alega que os retornos prometidos por essas arenas raramente se concretizam. Não me surpreende. Um negócio que não se sustenta por seus próprios méritos é um mau negócio. É um parasita, não um motor do progresso. A diferença entre a minha rede elétrica e um estádio é fundamental: a primeira é um ativo que gera riqueza contínua, uma ferramenta para a produção. O segundo, ao que parece, é um passivo suntuoso, um monumento à ociosidade financiado por quem trabalha. Esses 'economistas' do futuro parecem levar décadas para concluir o que qualquer inventor sabe por instinto: a teoria é fumaça, o resultado é ferro. Deixem que outros construam seus circos com dinheiro alheio. Eu seguirei focado em inventar, patentear e construir os sistemas que alimentam a indústria e geram lucros reais.
Negócios · 01 de out. de 2026
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