A Greening, companhia espanhola de energias renováveis, anunciou a contratação de José Luis Lázaro Bejarano como seu novo diretor de Legal & Compliance. Vindo da gigante de infraestrutura Sacyr, onde atuou por mais de 13 anos, Lázaro também assumirá o posto de secretário não conselheiro do conselho de administração.

A movimentação não é um fato isolado. Ela se soma às recentes chegadas de um novo CEO e de um CFO, indicando um esforço deliberado para robustecer a gestão. A leitura é clara: a Greening está se preparando para uma nova etapa de crescimento, trocando a agilidade pura da fase inicial por uma estrutura de governança mais madura, capaz de sustentar suas ambições para o final da década.

A blindagem da governança

Trazer um executivo com a bagagem de Lázaro, que liderou a assessoria jurídica das divisões Industrial e de Construção da Sacyr, é um movimento calculado. Sua experiência em fusões e aquisições, litígios e arbitragens internacionais é precisamente o arsenal que uma empresa em expansão necessita. A Greening está em meio a um plano estratégico que inclui uma recente ampliação de capital de 30 milhões de euros e uma oferta pública de aquisição pela Energy Solar Tech.

Essas operações de alta complexidade exigem um rigor jurídico e de conformidade que vai além da gestão do dia a dia. Ao importar um profissional de uma corporação consolidada, a Greening sinaliza ao mercado e a investidores que está construindo a estrutura necessária para mitigar riscos e gerenciar um crescimento acelerado de forma sustentável, alinhando suas práticas às de grandes companhias de capital aberto.

Do crescimento à consolidação

O plano estratégico da Greening visa transformar a empresa em uma "plataforma energética integrada", com maior peso de receitas recorrentes e uma estrutura financeira mais sólida. Essa transição de um modelo de projetos para um de plataforma, com ativos geradores de receita contínua, demanda uma sofisticação de gestão que o novo time executivo se propõe a entregar. O fortalecimento da governança é pilar central dessa estratégia.

Além das contratações, a companhia planeja aumentar a presença de conselheiros independentes, em linha com as melhores práticas de mercado. O objetivo é claro: preparar a Greening para atingir suas metas proforma para 2030, que projetam vendas superiores a 139 milhões de euros e um Ebitda de 35 milhões de euros. A profissionalização da gestão é a aposta para garantir que a execução esteja à altura da ambição financeira.

O desafio para a Greening será integrar essa cultura de rigor corporativo sem sufocar a velocidade e a capacidade de inovação que a trouxeram até aqui. O mercado observará se a nova estrutura será um motor ou uma âncora para o crescimento prometido.

Com reportagem de Brazil Valley

Source · Forbes España