O partido MÉS per Palma manifestou seu apoio à greve geral pela moradia, convocada para o dia 11 de novembro, e apresentará uma moção no próximo pleno municipal exigindo ações urgentes contra a especulação imobiliária. A legenda busca declarar Palma como zona de mercado residencial tensionado, alertando que a crise habitacional já afeta trabalhadores com empregos estáveis, que não conseguem arcar com os custos atuais de moradia na cidade.

David Pujol, candidato do MÉS à prefeitura, destacou que a população recorre às ruas por não aguentar mais a situação, ressaltando que ter um emprego não é mais garantia de residência em Palma. Ele enfatizou a necessidade de as instituições ouvirem o clamor popular e agirem, pois a moradia é um direito fundamental, não um privilégio. A moção insta todas as esferas governamentais a acolherem as reivindicações dos Sindicatos de Inquilinos e da Plataforma de Afectados por la Hipoteca (PAH).

O clamor por moradia em Palma

A iniciativa do MÉS per Palma surge em um contexto de crescente insatisfação com o mercado imobiliário da cidade. O partido critica a inação do governo municipal, que, segundo eles, tem optado por ceder terrenos públicos a promotores privados para projetos de aluguel que permanecem inacessíveis para a maioria dos residentes. A proposta de Pujol e da porta-voz Neus Truyol visa a regulamentação do mercado, incluindo a proibição da compra de imóveis por não residentes e o aumento progressivo de impostos sobre propriedades de múltiplos proprietários e imóveis não destinados à residência de longa duração.

Medidas contra a especulação

A moção apresentada pelo MÉS per Palma propõe medidas concretas para combater a especulação imobiliária. Entre elas, destaca-se o pedido formal ao governo municipal para que solicite ao Govern balear a declaração de Palma como zona de mercado residencial tensionado. O objetivo é permitir a regulação dos preços dos aluguéis, que, segundo dados da moção, atingiram uma média de 1.581 euros, mais que o dobro dos cerca de 750 euros registrados em 2025. Pujol argumenta que a construção de novas unidades habitacionais não é suficiente se os preços continuarem proibitivos, defendendo a necessidade de impor limites à especulação para garantir que as moradias sirvam ao propósito de habitação.

Críticas e reivindicações

O partido também aproveita a oportunidade para criticar o que considera uma renúncia do governo municipal em impulsionar políticas de habitação social. A estratégia de ceder solo público a longo prazo para empreendimentos privados é vista como uma falha em atender às necessidades da população. A porta-voz Neus Truyol criticou a permissão contínua para que especuladores acumulem propriedades enquanto grande parte da sociedade vive com o medo de perder suas casas. A moção pede ainda que o Ayuntamiento condene os ataques e insultos dirigidos a defensores do direito à moradia por parte de setores da direita e extrema-direita.

O papel dos governos

A greve geral convocada para 11 de novembro é vista pelo MÉS per Palma como um catalisador para a ação governamental. O partido incentiva a participação cidadã, argumentando que a mobilização social deve forçar todos os níveis de governo a reagir à crise habitacional. A exigência central é que a moradia seja tratada como um direito inalienável, e não como um bem de investimento sujeito à especulação. A expectativa é que a pressão popular leve a um debate mais sério e a medidas efetivas para garantir o acesso à moradia digna em Palma.

Com reportagem de Brazil Valley

Source · Forbes España