Jamie Dimon, CEO do JPMorgan, e John Stankey, CEO da AT&T, participaram de um evento do LinkedIn para discutir carreira. As recomendações dos executivos, que comandam gigantes em seus setores, foram compiladas em reportagem do Business Insider.

Em um mundo obcecado por novas tecnologias e modelos de trabalho flexíveis, a mensagem de ambos soa surpreendentemente tradicional. A tese central é que os fundamentos do sucesso profissional — disciplina, aprendizado e relacionamentos — permanecem inalterados, mesmo com o avanço da inteligência artificial.

O básico não envelhece

Para Jamie Dimon, que lidera o maior banco dos Estados Unidos há duas décadas, os "princípios básicos" do sucesso são atemporais: "tratar as pessoas com justiça, trabalhar duro, ser curioso". Segundo ele, a tecnologia pode mudar as ferramentas, mas não a natureza humana, que continua a ser o pilar do ambiente de trabalho.

Dimon também defendeu a comunicação direta e a resolução de conflitos, usando a metáfora "coloque o gato morto sobre a mesa". A ideia é que evitar problemas e conversas difíceis é uma receita para o fracasso, e que o debate aberto é a forma mais eficaz de encontrar soluções.

Disciplina para aprender, valor no presencial

John Stankey, há 40 anos na AT&T, reforçou a importância do aprendizado contínuo de forma disciplinada. Ele revelou que anota termos que desconhece em reuniões e usa um chatbot à noite para se educar sobre o assunto. Stankey também se vale de um "mentor reverso" — um jovem na casa dos 20 anos — para entender as novas gerações e o uso que fazem da tecnologia.

Apesar do uso da tecnologia para aprender, o CEO da AT&T fez uma defesa do trabalho presencial. Para ele, ferramentas como o Zoom "achataram os relacionamentos", tornando-os descartáveis. Stankey argumenta que a convivência física é insubstituível para entender as nuances dos colegas e construir a confiança necessária para resolver problemas complexos.

O conselho dos dois líderes pode soar anacrônico para parte do mercado de tecnologia, mas serve como um contraponto importante. A mensagem é que a tecnologia é uma ferramenta, não um substituto para a disciplina pessoal, a coragem para o diálogo e a profundidade das relações humanas.

Com reportagem de Brazil Valley

Source · Business Insider