A SpaceX concluiu uma série de testes com o protótipo Ship 42 em sua base de lançamento no Texas, num ensaio meticuloso para o futuro da exploração espacial. Segundo reportagem do site NASASpaceflight, o veículo, que ainda não tem motores e pertence a uma missão futura (o Voo 15), foi içado e manipulado pelos braços mecânicos da torre de lançamento, apelidados de "chopsticks".
Enquanto isso, o próximo lançamento orbital, o Voo 14, tem data planejada para não antes de 22 de setembro. A manobra de captura não será tentada nesta missão, mas os recentes testes em solo são o ensaio geral para que ela se torne realidade já no voo seguinte, demonstrando a estratégia de desenvolvimento paralelo da companhia de Elon Musk.
O ensaio antes da estreia
Os testes com o Ship 42 não foram apenas para as câmeras. O objetivo era validar a mecânica fina da captura: alinhar o foguete, conectar o braço de serviço rápido para drenar propelente residual e verificar a capacidade dos "chopsticks" de sustentar e rotacionar a estrutura de dezenas de toneladas. Cada movimento é um passo para mitigar os riscos de uma operação que precisa ser perfeita.
A decisão de usar um protótipo sem motores para estes testes estruturais, enquanto o hardware do voo seguinte já está pronto, ilustra o método iterativo da SpaceX. Em vez de apostar tudo em um único e complexo salto tecnológico, a empresa avança em múltiplas frentes, acumulando dados em solo para garantir o sucesso no ar.
Este balé de engenharia em terra firme, menos glamoroso que os lançamentos, é onde a viabilidade econômica do sistema Starship está sendo, de fato, construída. O sucesso do Voo 14 será um marco, mas a capacidade de executar a captura no Voo 15, graças a estes ensaios, será a verdadeira validação da tese de reutilização total que pode redefinir o acesso ao espaço.
Com reportagem de Brazil Valley
Source · NASASpaceflight





