A proliferação da inteligência artificial (IA) no ambiente corporativo, embora promissora, tem gerado um paradoxo: a expansão de ferramentas tecnológicas aumenta a complexidade na integração e orquestração de aplicações, processos e tarefas. Diante desse cenário, a TOTVS, sob a liderança de seu CEO Dennis Herszkowicz, apresentou uma estratégia focada em unificar o ecossistema de gestão corporativa. A proposta visa criar uma estrutura integrada, impulsionada por agentes digitais, que evolui o conceito tradicional de software para uma nova era de performance operacional.

Herszkowicz destacou durante o Universo TOTVS 2026 que a IA é um dos principais motores dessa complexidade. "A gente tem percebido que essas novas tecnologias cada vez mais trazem o desafio exatamente de integração, de orquestração entre todas as aplicações que já temos, entre os processos, as diferentes camadas, e entre tarefas humanas ou agênticas", afirmou. Essa fragmentação operacional impacta diretamente a produtividade, dificultando a mensuração do retorno sobre investimentos em tecnologia. A dispersão de dados em sistemas isolados de ERP, CRM e finanças cria silos de informação que prejudicam a fluidez dos negócios e sobrecarregam as equipes.

A abordagem da TOTVS para combater essa fragmentação é a articulação de uma plataforma agnóstica de IA. Essa plataforma seria capaz de coordenar de forma fluida as camadas de nuvem, CRM, inteligência e serviços financeiros. O objetivo é construir uma arquitetura de gestão robusta que elimine as divisões entre sistemas corporativos, promovendo análises preditivas e orquestração contínua de tarefas sem que as empresas precisem gerenciar múltiplos ecossistemas desconectados. Para os usuários finais, essa convergência promete maior capacidade de decisão, redução de atritos operacionais e aceleração de resultados.

Ao centralizar fluxos de trabalho em um ambiente único e orquestrado, as organizações ganham inteligência orientada à performance. A tecnologia atua como um catalisador de produtividade, garantindo governança de dados e clareza na gestão diária. Herszkowicz ressaltou a necessidade de simplificação em um contexto onde os processos de geração de valor se tornaram mais complexos. "Em um contexto que se imaginava que o ERP acabaria desaparecendo, vemos em contrapartida uma jornada em direção a sistemas operacionais que coordenem todo esse espaço", explicou, enfatizando a visão agnóstica e centrada no fator humano, impulsionada pela estratégia Corten.

Essa evolução marca uma transição para os provedores de tecnologia, que deixam de ser meros fornecedores de software para se tornarem consultores estratégicos. A convergência entre IA, governança e orquestração de dados estabelece um novo patamar de maturidade digital, onde a automação serve diretamente ao desempenho sustentável das empresas. "No fim, quando falamos de avançar nesse processo estratégico significa juntar integração, orquestração, segurança e governança para criar uma IA que efetivamente gere resultado", concluiu o CEO, destacando a migração de parceiros para "trusted advisors" dos clientes.

Com reportagem de Brazil Valley

Source · TIInside