A espanhola Gonvarri Solar Steel fornecerá seus seguidores solares para um novo projeto fotovoltaico de 389 MWp no deserto do Atacama, no Chile. A instalação, que se estenderá até o primeiro semestre de 2027, reforça a posição da empresa em um dos mercados mais relevantes para energia solar na América Latina.
O movimento, no entanto, é mais do que uma simples expansão. Segundo reportagem da Forbes España, o projeto incorpora armazenamento de energia via baterias (BESS), sinalizando uma mudança estrutural na forma como a energia renovável é concebida e integrada à rede na região. A tese é clara: gerar energia já não é suficiente; é preciso gerenciá-la.
O padrão híbrido se impõe
A combinação de geração fotovoltaica com armazenamento em baterias está se tornando a nova norma, não a exceção. A principal razão é a necessidade de gerenciar a intermitência da fonte solar, garantindo fornecimento estável e flexibilidade operacional para a rede elétrica, um dos maiores desafios para a expansão das renováveis.
O que antes era uma solução de nicho, agora é visto como essencial para a viabilidade de projetos de grande escala. A tendência, já consolidada em mercados maduros como o europeu, ganha tração acelerada no Chile e em outros mercados latino-americanos, que buscam otimizar a integração de suas matrizes energéticas.
Chile como laboratório regional
Com este contrato, a Solar Steel se aproxima de 3 GW de capacidade fornecida no Chile, consolidando o país não apenas como um mercado-chave, mas como um centro de operações para o Cone Sul e o Peru. A escolha do Atacama não é acidental: suas condições de irradiação solar estão entre as melhores do mundo.
A decisão de sediar suporte técnico e comercial na região indica uma aposta de longo prazo. O Chile, portanto, funciona como um laboratório para soluções de energia que podem ser replicadas em outros mercados, incluindo o Brasil, que ainda debate a expansão de sua própria infraestrutura de armazenamento em larga escala.
Mais do que um contrato de fornecimento, o projeto no Atacama é um vislumbre do futuro da energia solar. A pergunta não é mais se o armazenamento será integrado, mas quão rápido essa hibridização se tornará o padrão incontestável em toda a América Latina.
Com reportagem de Brazil Valley
Source · Forbes España




