O patrimônio gerido por gestoras de fundos internacionais na Espanha alcançou a marca estimada de €418 bilhões ao final do primeiro semestre de 2026. O crescimento apenas no segundo trimestre foi de €35 bilhões, refletindo não só a valorização dos mercados, mas uma forte entrada de capital novo, segundo dados da associação espanhola Inverco, reportados pela Forbes España.

Desse montante, a captação líquida somou €16 bilhões nos primeiros seis meses do ano. Mais do que um número, o dado revela uma mudança estrutural no comportamento do investidor espanhol, que tem demonstrado um apetite crescente por produtos de gestão passiva oferecidos pelas grandes plataformas globais.

A tese passiva se consolida

A análise das subscrições líquidas do semestre confirma a tendência. Quase 41% dos novos recursos foram direcionados para fundos cotados (ETFs) e fundos de índice. A categoria de renda variável tradicional atraiu 26,3% do fluxo, enquanto produtos de renda fixa e monetários ficaram com 24,9%. A preferência por estratégias passivas, que replicam índices a um custo menor, é um fenômeno global que ganha tração evidente no mercado espanhol.

Este movimento beneficia diretamente as gestoras com escala global e plataformas robustas de ETFs. A BlackRock, maior gestora do mundo, lidera com folga na Espanha, com um patrimônio de €65,6 bilhões. É seguida pela francesa Amundi, com €47,6 bilhões, e pela alemã DWS, com €28,3 bilhões. A presença da Vanguard, pioneira da gestão passiva, no top 5 com quase €25 bilhões, reforça o argumento.

O cenário desenhado pela Inverco é o de um mercado cada vez mais integrado às dinâmicas globais de investimento. Para as gestoras locais, o desafio é encontrar espaço em um ambiente dominado pela escala e pela eficiência de custo dos gigantes internacionais. A competição, ao que tudo indica, será cada vez mais acirrada.

Com reportagem de Brazil Valley

Source · Forbes España