Pesquisa recente da GAEP sobre a corrida presidencial brasileira indica que as prioridades do eleitorado se concentram fortemente em questões de ordem econômica e financeira. Ao serem inquiridos sobre o fator mais importante na escolha de um candidato à Presidência, com foco na situação financeira das famílias, 29% dos entrevistados apontaram a redução de impostos e tributos. Logo em seguida, com 28%, aparece a geração de empregos e oportunidades. Dada a margem de erro da pesquisa, de 2,2 pontos porcentuais para mais ou para menos, há um empate técnico entre essas duas pautas, evidenciando sua relevância similar para o eleitor.

Prioridades Econômicas em Destaque

As duas principais demandas dos eleitores — redução de impostos e geração de empregos — refletem um anseio por alívio financeiro e estabilidade. A prioridade dada à diminuição da carga tributária sugere uma percepção generalizada de que os impostos atuais são excessivos e prejudicam o orçamento familiar. Paralelamente, a forte demanda por empregos sinaliza uma preocupação com a segurança econômica e a capacidade de sustento, especialmente em um cenário que pode ser percebido como de incerteza econômica ou de recuperação lenta. A proximidade dos percentuais demonstra que qualquer plataforma política que ignore uma dessas pautas corre o risco de alienar uma parcela significativa do eleitorado.

Outras Demandas e o Contexto Eleitoral

Embora impostos e empregos dominem a atenção, outras questões econômicas também figuram nas prioridades dos eleitores, ainda que com menor peso. A redução no preço de alimentos e outros produtos foi citada por 12% dos entrevistados, seguida pelo aumento de salários e do poder de compra, com 10%. Medidas como a criação de regras para jogos online (4%), aumento de programas de transferência de renda (3%), redução de juros (3%), diminuição de gastos com energia e transporte (2%) e redução de custos com moradia (1%) aparecem com percentuais menores. Esses dados sugerem que, enquanto as pautas macroeconômicas de tributação e emprego são centrais, questões mais específicas de custo de vida e renda ainda são relevantes, mas secundárias na decisão de voto.

Implicações para a Política Econômica

O resultado da pesquisa tem implicações diretas para os candidatos e para a formulação de políticas econômicas. A ênfase em impostos e empregos sugere que propostas de desoneração tributária e de incentivo à criação de vagas de trabalho terão um apelo considerável. Candidatos que apresentarem planos concretos e críveis para essas áreas podem obter uma vantagem significativa. Por outro lado, a pesquisa também aponta para a necessidade de um equilíbrio. Ignorar completamente as outras demandas, como o custo de vida e o poder de compra, pode ser arriscado. A forma como os candidatos abordarão a relação entre política fiscal, mercado de trabalho e bem-estar social será crucial para definir o cenário eleitoral.

O Que Observar Adiante

A pesquisa GAEP oferece um retrato momentâneo das prioridades eleitorais. Será fundamental observar como essas preferências evoluem à medida que a campanha avança e os candidatos detalham suas propostas. A capacidade de traduzir essas demandas em políticas públicas eficazes e comunicá-las de forma clara ao eleitorado será um diferencial. A dinâmica entre a busca por alívio fiscal e a necessidade de geração de empregos, em um contexto de sustentabilidade fiscal, continuará a ser um ponto central de debate.

A pesquisa, realizada entre 27 e 29 de setembro de 2026, ouviu 2.000 eleitores por telefone e está registrada no TSE. O levantamento, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%, oferece um termômetro importante das expectativas da população em relação à economia e à liderança do país.

Com reportagem de Brazil Valley

Source · Money Times