Ken Griffin, o influente CEO da Citadel, uma das maiores gestoras de fundos de hedge do mundo, não poupou críticas às políticas comerciais de Donald Trump. Em declarações recentes, Griffin descreveu as tarifas impostas pelo ex-presidente a aliados dos Estados Unidos como um "desastre" e "pró-inflação", prevendo ainda um cenário adverso para os republicanos nas próximas eleições de meio de mandato.
Griffin, que tem dado sinais de distanciamento de algumas das posições mais radicais do partido, alertou que as disputas comerciais iniciadas por Trump não apenas prejudicaram a economia americana, mas também contribuíram para o aumento da inflação e a desorganização das cadeias de suprimentos globais. "Eu falei sobre isso quando ele começou isso em sua presidência. Para ser franco, odeio dizer, mas eu estava certo", afirmou Griffin, em referência às suas previsões anteriores sobre os impactos negativos dessas políticas.
A inflação, que já corroeu quase todos os ganhos salariais médios dos trabalhadores desde o retorno de Trump ao poder, é apontada como um dos principais pontos de dor para os republicanos. O CEO da Citadel destacou que as tarifas sobre parceiros comerciais como Canadá e Europa agravaram essa situação, afetando a economia de forma ampla. A análise de Griffin sugere que a retórica e as ações de Trump podem custar caro ao partido nas urnas.
"Eu acho que as batalhas tarifárias com o Canadá, com a Europa, com nossos aliados têm sido um desastre", disse Griffin. Ele acrescentou que essas políticas "têm sido pró-inflação. Certamente, desarticularam as cadeias de suprimentos ao redor do mundo". A previsão de Griffin para as eleições de meio de mandato é sombria para os republicanos. Ele antecipa que o partido provavelmente perderá o controle de pelo menos uma das casas do Congresso, descrevendo o pleito como um "cheque" para o partido no poder. "A Câmara está em uma situação muito difícil e o Senado será muito acirrado", pontuou.
Além das questões econômicas e eleitorais, Griffin também comentou sobre a política externa e de imigração da administração Trump. Ele criticou a forma como a guerra no Irã foi explicada ao público e classificou o tratamento dado aos imigrantes como "desgraçado". Embora defenda a segurança das fronteiras, Griffin acredita que imigrantes que já estão no país e contribuem para a economia deveriam ter um caminho para a regularização e para se tornarem "membros contribuintes da nossa sociedade".
Com reportagem de Brazil Valley
Source · Business Insider




