Ser mãe solo já é um malabarismo diário, mas para Alexandria Mooney, a jornada se tornou ainda mais complexa após receber o diagnóstico de Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) aos 38 anos. Em um ensaio pessoal publicado pelo Business Insider, Mooney relata como a vida adulta, marcada por um constante esforço para mascarar os sintomas do TDAH, a levou a uma nova abordagem com seus dois filhos, de 10 e 13 anos: a transparência radical sobre seu esgotamento e suas necessidades.
Mooney descreve seu cérebro como um palco com três musicais simultâneos, onde pensamentos, ideias e demandas competem por atenção. Essa intensidade interna, que a fez parecer altamente funcional externamente – uma estudante exemplar, empreendedora bem-sucedida –, gerava um esgotamento profundo. A dificuldade em organizar tarefas, a sobrecarga sensorial e o congelamento mental em momentos de burnout eram realidades que ela tentava esconder, repetindo o padrão que vivenciou na infância, quando seus pais não compreendiam suas dificuldades.
Um Novo Idioma para o Esgotamento
A virada de chave veio com o diagnóstico e a decisão de não mais fingir que estava tudo bem. Em vez de se isolar ou se culpar, Mooney começou a comunicar abertamente com os filhos: "Minha bateria está em 1%". Essa analogia, inspirada por uma terapeuta familiar, tornou-se um pilar na comunicação familiar. Ela ensina aos meninos que cada pessoa tem limites diferentes e que é fundamental reconhecê-los e respeitá-los. Quando o cérebro está sobrecarregado, ela não hesita em dizer que não consegue processar duas conversas ao mesmo tempo ou que a tarefa de dobrar roupas pode esperar.
Essa honestidade permite que os filhos vejam a mãe como um ser humano com suas próprias vulnerabilidades, não como uma figura inabalável. Para Mooney, ser uma boa mãe não significa esconder suas limitações, mas sim demonstrar que é possível ser humano, expressar necessidades como "preciso de silêncio" ou "meu cérebro está cheio", e que o descanso não é um luxo, mas uma necessidade para a saúde mental. Ela quer que seus filhos aprendam, antes dos 38 anos, a identificar o que drena suas energias e o que as recarrega, e a comunicar essas necessidades às pessoas que amam.
O TDAH Adulto e a Busca por Equilíbrio
O diagnóstico de TDAH na vida adulta é uma realidade cada vez mais discutida, revelando como muitos indivíduos passaram anos sem entender as dificuldades que enfrentavam. A dificuldade em manter o foco, a impulsividade, a desorganização e a hipersensibilidade sensorial, que podem ser sutis ou internalizadas, muitas vezes não se encaixam no estereótipo infantil de hiperatividade física. Mooney exemplifica essa experiência, onde o "ping" constante acontecia em sua mente, levando-a a desenvolver mecanismos de mascaramento que, a longo prazo, resultavam em exaustão severa.
A abordagem de Mooney contrasta com a ideia tradicional de que a força reside em
Source · Business Insider





