A faturação por prémios das seguradoras espanholas alcançou 71,11 bilhões de euros nos primeiros nove meses do ano, registrando um crescimento de 10,36% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Os dados provisórios, divulgados pela consultora ICEA, indicam uma performance robusta do setor, impulsionada principalmente pelo segmento de Vida.
O ramo Vida apresentou um aumento expressivo de 16,89%, gerando 31,79 bilhões de euros. Já o segmento Não Vida, embora com um crescimento menor de 5,59%, atingiu 39,31 bilhões de euros. Dentro do Não Vida, os seguros de saúde destacaram-se com a maior alta, 7,11%, somando 10,67 bilhões de euros. O seguro automóvel também mostrou recuperação, com um aumento de 6,06% e uma faturação de 11,32 bilhões de euros. Os seguros multirrisco subiram 5,60%, totalizando 8,28 bilhões de euros.
Por outro lado, a categoria "resto não vida", que abrange diversos ramos empresariais, apresentou um crescimento mais modesto de 3,26%, contribuindo com 9,03 bilhões de euros. Contudo, esta categoria esconde comportamentos díspares. O seguro de Transportes sofreu uma queda acentuada de 16,01%, impactado principalmente pelo setor de aviação, cujas contratações despencaram 61,84%. O seguro de Defesa Jurídica também registrou uma leve retração de 0,65%. Em contrapartida, os seguros marítimos e de mercadorias mantiveram um crescimento moderado.
O volume de poupança gerido pelas seguradoras também cresceu, aumentando 6,83% nos últimos 12 meses, com as provisões técnicas a atingirem 233,70 bilhões de euros em setembro de 2026. Este cenário reflete um setor resiliente, capaz de se adaptar a diferentes dinâmicas de mercado, mas que ainda enfrenta desafios em nichos específicos. A análise destes resultados sugere uma recuperação generalizada, com ênfase na proteção e poupança, mas também aponta para a necessidade de estratégias adaptadas aos riscos de ramos empresariais mais voláteis.
A leitura aqui é que o setor segurador espanhol demonstra força, especialmente em produtos de proteção individual e poupança. A diversificação de riscos e a capacidade de adaptação a cenários econômicos específicos são cruciais para a sustentabilidade a longo prazo, particularmente em ramos com maior exposição a flutuações globais. O crescimento geral, no entanto, é um indicativo positivo para a economia do país, refletindo a confiança dos consumidores e empresas em produtos de segurança financeira.
Com reportagem de Brazil Valley
Source · Forbes España




